Tipos de Vinho

Um guia direto para reconhecer cada estilo na taça. Para cada tipo, você encontra o que esperar no sabor, a temperatura de serviço, as melhores ocasiões e rótulos da minha curadoria que mostram o estilo na prática.

Por Edu Santoro, sommelier · Atualizado em

Espumantes

Vinhos com borbulhas, nascidos de uma segunda fermentação que prende o gás carbônico.

No método tradicional, a segunda fermentação acontece dentro da própria garrafa, e o tempo de contato com as leveduras (sur lies) traz cremosidade e notas de pão e brioche. O nível de açúcar define o estilo: Nature é o mais seco, seguido de Extra Brut e Brut.

Na taça
Acidez vibrante, perlage fina, fruta branca e notas de panificação.
Temperatura
6 a 8 °C
Ocasião
Brindes, entradas, frutos do mar e até feijoada.

Para provar este estilo

Brancos leves e aromáticos

Brancos frescos, geralmente feitos em inox para preservar a fruta.

A fermentação em tanques de aço inox mantém os aromas primários da uva, florais, cítricos e herbáceos. A acidez alta faz salivar e pede comida leve.

Na taça
Frescor, acidez crocante, cítricos, fruta branca e notas florais.
Temperatura
7 a 10 °C
Ocasião
Dias quentes, peixes, saladas, sushi e risotos leves.

Para provar este estilo

Brancos encorpados

Brancos de mais textura, muitas vezes com passagem por madeira.

Contato com as borras e estágio em barris de carvalho dão untuosidade, volume e aromas de baunilha, especiarias doces e tostado, somados à fruta madura.

Na taça
Textura cremosa, fruta amarela madura, especiarias e final longo.
Temperatura
10 a 12 °C
Ocasião
Bacalhau, aves, massas cremosas e queijos maturados.

Para provar este estilo

Rosés

Vinhos de uvas tintas com contato breve com as cascas.

A cor vem de poucas horas de contato do mosto com as cascas. O resultado une o frescor de um branco à fruta vermelha delicada de um tinto, e há desde rosés leves até rosés gastronômicos de corpo.

Na taça
Fruta vermelha fresca, floral e acidez equilibrada.
Temperatura
8 a 10 °C
Ocasião
Aperitivos, almoços longos, cozinha mediterrânea e asiática.

Para provar este estilo

Tintos frutados e de corpo médio

Tintos versáteis, de taninos macios e fruta em primeiro plano.

Menos extração e pouca ou nenhuma madeira deixam a fruta fresca em destaque e os taninos redondos. É o melhor ponto de partida para quem está começando nos tintos.

Na taça
Fruta vermelha e negra fresca, taninos macios e boa acidez.
Temperatura
14 a 16 °C
Ocasião
Pizzas, massas, aves e o jantar do dia a dia.

Para provar este estilo

Tintos encorpados e de guarda

Tintos de estrutura, taninos firmes e potencial de evolução.

Uvas de casca grossa, maceração longa e estágio em barricas geram vinhos potentes e complexos, que ganham camadas com o tempo em garrafa.

Na taça
Frutas negras, especiarias, tabaco, cacau e taninos presentes.
Temperatura
16 a 18 °C
Ocasião
Carnes vermelhas, cordeiro, churrasco e pratos de inverno.

Para provar este estilo

Doces, passitos e especiais

Vinhos de concentração natural ou de elaboração singular.

No passito, as uvas secam antes da fermentação e concentram açúcar e aromas. Há ainda cortes criativos que incluem vinho fortificado, ampliando a intensidade e a persistência.

Na taça
Fruta madura e seca, figo, tâmara e longa persistência.
Temperatura
12 a 16 °C
Ocasião
Queijos intensos, sobremesas e o fim da refeição.

Para provar este estilo

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